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Cápsula do tempo

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2013.06.09

Este artigo expressa a opinião do autor na época da sua redação. Não há qualquer garantia de exatidão, ineditismo ou atualidade nos conteúdos. É proibida a cópia na íntegra. A citação de trechos é permitida mediante referência ao autor e este sítio de origem.

Esta semana foi uma montanha-russa. Até o trabalho resolveu apresentar sucessos e fracassos concomitantes. Duas afecções para maltratar o corpo. Para completar, meu pai resolveu mexer no sótão, à cata de peças para a Lambretta dele, e acabou descobrindo uns brinquedos velhos.

Figura 1: Brinquedos antigos

Não são simples brinquedos, eram coisas particularmente queridas, que conservei por muitos anos, mas em algum momento ficaram para trás. Meu pai, um "hoarder" de carteirinha, resolveu estivá-los num baú de metal, verdadeira cápsula do tempo.

Eu tinha a lembrança de ter guardado alguns itens no sótão (mas não o trem a pilha). Quando voltei de Recife e tinha afinal minha própria casa, procurei-os mas não achei nada. A casa dos meus pais tinha sido reformada, o sótão tinha ficado a descoberto e tudo que não era essencial foi para o lixo. Fiquei triste na época, mas me conformei. Confesso que a redescoberta destes brinquedos me pegou emocionalmente desprevenido.

O Ferrorama não deveria ser novidade, já que meu gosto por trens é quase mais notório que o pendor por computadores. O elefantinho de borracha deve causar mais espécie.

Curioso foi constatar que eu ainda lembro perfeitamente do layout do Ferrorama XP-400. Tratei de montá-lo hoje mesmo. "Bobagens" que ficam ocupando espaço na sótão da memória.

Também me fez lembrar do que o Osvaldo Santana costuma dizer: que os brinquedos Estrela eram primorosamente bem-feitos (o lado B é que custavam os olhos da cara). Qualidade que só se encontra hoje em itens de modelismo, e olhe lá. Tem muito vagão HO no eBay que é menos fiel que os vagões do Ferrorama.

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