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Celulares velhos

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2013.04.30

Este artigo expressa a opinião do autor na época da sua redação. Não há qualquer garantia de exatidão, ineditismo ou atualidade nos conteúdos. É proibida a cópia na íntegra. A citação de trechos é permitida mediante referência ao autor e este sítio de origem.

Figura 1: Celulares pescados na caixa de velharias eletrônicas

Celulares velhos, não sei exatamente como me livrar deles. Por questões de privacidade, não é interessante jogar simplesmente no lixo.

Todos foram usados até estragarem — o que acontece em uns quatro anos de uso. É curioso que todos estragaram "de verdade", não foi por problema de bateria. Parece que a celeuma em torno de baterias substituíveis é mesmo bobagem.

Talvez eu sepulte os celulares em concreto para sacanear os arqueólogos do futuro. Menos o 6600, que conservarei como lembrança de uma era.

Nokia 6600 é o celular de baixo na foto, creio que foi o primeiro do mundo a ser chamado de "smartphone". Uma coqueluche em sua época e com os melhores recursos disponíveis: câmera embutida (VGA), Bluetooth, podia-se instalar aplicativos, podia-se desenvolver aplicativos para ele.

Havia até um porte de Python, se você não quisesse encarar o C++ e o péssimo SDK que só rodava no Windows. A versão do sistema operacional Symbian instalada no 6600 era relativamente liberal na segurança, o que facilitava a vida de desenvolvedores e usuários.

O celular da esquerda é o Nokia 6681, que ainda usa o Symbian "menos seguro". Era um 6600 mais feio, mais rápido e com câmera muito melhor.

O celular da direita é o Nokia N85, um dos "sucessores" do venerável Nokia N95. Todos estes celulares do "zênite da Nokia" tinham excelentes câmeras, mesmo para os padrões atuais. Principalmente o N95 e o N93i, que eram grandões e podiam alojar lentes grandes e luminosas. Esta tradição se mantém com o Lumia 920 e sua câmera bem superior ao resto do mercado.

Infelizmente o Symbian instalado no N95, N85 e assemelhados já era da famigerada "versão 9", cheia de mumunhas em nome da segurança. Desenvolver para ela era difícil, burocrático e caro.

Como a Nokia ainda era a dona do morro, os desenvolvedores tinham de se submeter. Nesta época, iPhone ainda era totalmente fechado (apenas aplicativos "Webapps" eram permitidos). Android ainda era motivo de piada — um smartphone totalmente baseado em Java? Ha.

Na parte de cima da foto, um Nokia 6111 que pertenceu à minha esposa. Este celular era um "feature phone" — sem possibilidade de instalar aplicativos, mas recheado de recursos. Tinha inclusive uma câmera muito boa para a sua época, e Bluetooth.

No início de 2007, enquanto esperava instalar a ADSL, este 6111 foi meu modem GPRS/EDGE para acessar a Internet, pois funcionava muito melhor que o modem Sony-Ericsson fornecido pelo plano. Aliás, todos os celulares Nokia que eu tive eram "bons de rádio". Demorou para surgir um aparelho não-Nokia que empatasse no desempenho.

O HTC Desire que eu tinha (até bloguei sobre ele na época) era muito simpático, tinha uma tela muito boa, mas acabei vendendo porque estava sempre fora do ar aqui em casa. O sinal aqui é fraco mesmo e a qualidade do rádio faz diferença. Até uma melhoria oriunda de upgrade de firmware do rádio é possível distinguir. (O HTC recebeu um upgrade desse tipo, melhorou mas não o suficiente.)

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