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Resenha: Filósofo em 5 minutos, de Gerald Benedict

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2017.09.13

Este artigo expressa a opinião do autor na época da sua redação. Não há qualquer garantia de exatidão, ineditismo ou atualidade nos conteúdos. É proibida a cópia na íntegra. A citação de trechos é permitida mediante referência ao autor e este sítio de origem.

Como James Thurber advertiu: "É melhor conhecer algumas perguntas do que todas as respostas". (pg. 13)

A satisfação obtida com o materialismo tem vida curta, como observou Mark Twain: "Qualquer coisa assim chamada de material que você deseje é meramente um símbolo; você não a quer para si, mas porque vai contentar seu espírito naquele momento."

Se o Olavo de Carvalho fosse um cara legal, poderia ter escrito um livro como este. Conhecimento para escrevê-lo, ele tem. Ficaria até interessante um texto semelhante temperado com alguma francofilia e privilégio às religiões judaico-cristãs.

O livro é um grand tour das questões que ocupam os filósofos desde o alvorecer da humanidade. De onde viemos? Para onde vamos? Por que estou aqui? E é claro, das questões secundárias que brotam destas primeiras: existência da individualidade, existência do outro, vida em sociedade, existência da alma, existência da causa não-causada ("Deus"), moralidade, ética, o bem, o mal, livre-arbítrio, direito natural...

Há muitas referências às religiões ocidentais e orientais. Talvez um outro escritor procuraria deixar as religiões de fora disso, mas este deu amplo espaço a elas. Fica inclusive a impressão de que filosofar aguça o interesse e o respeito pela espiritualidade. Provavelmente o autor concorda comigo: religião/espiritualidade e filosofia jogam na mesma liga, a diferença é que a religião fornece respostas prontas para consumo de massa. A religião é o almanaque da filosofia.

Lembram do Almanaque Abril? Sai um novo a cada ano, entre outros motivos porque as respostas prontas do almanaque vão ficando obsoletas. Mas ler um almanaque velho ainda é uma forma muito boa de adquirir cultura geral. Assim como a religião pode ser uma excelente introdução para questões transcendentais (noves fora o fato das religiões fundamentalistas embotarem o progresso dos membros nestas mesmas questões).

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